Gamificação: como reconhecer os 4 perfis de jogadores

Atualmente, diversas empresas vêm apostando na gamificação para engajar os colaboradores, aumentar a produtividade e ter melhores resultados. Porém, para adotar essa estratégia e ter ações assertivas, é preciso conhecer o perfil dos participantes, extraindo o melhor de cada um deles e adotando as mecânicas corretas, que potencializam o desenvolvimento de habilidades e competências e auxiliam na tomada de decisões. Considerando esse contexto, esse post apresentará os 4 tipos de perfis existentes e mostrará como a gamificação pode melhorar os resultados da empresa.

Gamificação: como ter sucesso

A gamificação é uma estratégia que pode ser usada no âmbito organizacional para desenvolver habilidades e capacidades e treinar os colaboradores. O problema é que nem sempre se obtém o melhor resultado. Segundo dados da Gartner Inc., 80% dos aplicativos criados para gamificação não atendem aos objetivos principais das empresas.

Alguns motivos que ocasionam esse cenário são a pouca usabilidade dos games, o design pouco arrojado e com poucas ou nenhuma inovação e o desconhecimento da empresa que desenvolve o aplicativo a respeito do funcionamento e atividades da organização que utilizará o app. Ou seja, muito mais do que desenvolver o aplicativo, é preciso saber aplicar o game em contextos reais, como engajamento dos consumidores, treinamento e educação, gerenciamento da inovação, saúde, sustentabilidade, entre outros.

Ou seja, independentemente da área em que o game será aplicado, ele pode permitir o alcance de 3 objetivos principais para as organizações:

  • Mudança de comportamentos

    Um dos principais usos da gamificação é no sentido de promover a mudança de comportamentos, engajando os colaboradores (no caso de uma empresa) para adotarem novos hábitos, que estão de acordo com as necessidades da organização. Assim, é possível conseguir melhorar o desempenho profissional e fazer com que os funcionários aceitem um novo processo mais rapidamente.

  • Desenvolvimento de habilidades

    Por meio da gamificação, é possível inserir os colaboradores dentro de um contexto específico, habilitando-os a tomar decisões e trabalhar em determinadas circunstâncias. Outra vantagem é poder capacitá-los para alguma tarefa. Todas essas questões levam ao desenvolvimento de habilidades e competências, que podem ser exploradas no dia a dia da empresa.

  • Preparação para a inovação

    Nesse quesito, os games apresentam metas, ferramentas, estrutura e regras para os participantes e eles devem experimentar e explorar o ambiente, solucionando problemas de forma colaborativa. Dessa forma, conquista-se o engajamento dos colaboradores e eles precisam trabalhar em equipe.

Perfis de jogadores

Existem tipos de personalidade, que são classificados conforme os tipos de indivíduos existentes na Psicologia. No caso da gamificação, diz-se que são perfis de jogadores, elemento que deve ser utilizado tanto no processo de gamificação quanto no design do game.

A partir desses perfis, é possível classificar os recursos e mecânicas do game, ajustando-os para que os 4 perfis gostem da mesma experiência. Mas quais são os 4 perfis de jogadores que devem ser considerados em uma estratégia de gamificação?

  • Realizadores

    As pessoas com perfil realizador gostam de ser reconhecidas pelo que fazem e, por isso, preferem que haja algum tipo de contabilização, como o ganho de pontos, a passagem para outros níveis, conquista de novos equipamentos etc. Ou seja, não é necessário ter alguma vantagem real, mas esses colaboradores precisam de algum tipo de reconhecimento para continuarem interessados.

    No caso de ser um game com apenas um jogador, a ideia é apontar algum objetivo que deve ser alcançado. Também é recomendável oferecer algum bônus por completar todas as fases com o máximo de resultado.

    Já em games com dois ou mais jogadores, a satisfação do participante é ficar em primeiro lugar, ganhando dos outros. Conforme consegue chegar à primeira posição, o colaborador se destaca perante os demais e gosta de ter seu nome inserido em um placar. Além disso, pode-se oferecer algum prêmio ou bonificação especial para o colaborador que conquistar os níveis mais difíceis. Dessa forma, ele se sente especial e tende a se engajar mais, especialmente em ações repetitivas.

  • Exploradores

    Como o próprio nome diz, esse tipo de perfil gosta de explorar ambientes, verificar lugares escondidos e criar mapas. Devido a essa característica, não gostam de ter limite de tempo para realizar as tarefas.

    Para elaborar games para apenas um jogador, a dica é oferecer um local diferente para o jogador, que deve encontrar a saída por meio da solução de puzzles ou prestando atenção aos detalhes do cenário. Também é possível colocar uma história de fundo ou uma tradição para os personagens do game.

    Nesse sentido, apesar de não gostarem muito da limitação de tempo, existem exploradores que também têm perfis de realizadores. Nesse caso, conquistar um objetivo em determinado período de tempo é o incentivo principal.

    Já os games multiplayers são interessantes justamente pelo fato de ter várias pessoas jogando ao mesmo tempo. Assim, os exploradores podem observar as táticas de jogo e interagir. Por outro lado, se entenderem que uma atividade se tornou rotineira, acabam cansando por não haver mais nada a explorar.

  • Socializadores

    Estes jogadores são pessoas que não gostam do game em si, mas sim do fato de socializarem com outros gamers ou com um personagem do computador que tenha personalidade. Neste caso, não há segredos: o objetivo é socializar.

    Quando há apenas um jogador, geralmente o game serve apenas como uma ferramenta de socialização. Ou seja, o indivíduo começa a jogar apenas para compartilhar suas experiências. Já no modo multiplayer é o mais interessante nesse caso, especialmente se for online, porque há um grande número de pessoas para socializar. Esse é o objetivo e não há regras.

  • Predadores

    Este perfil de jogadores são bastante competitivos e têm por objetivo jogar contra outros oponentes e vencê-los. Por isso, o modo de um jogador não é tão interessante, apesar de haver estratégias para driblar essa situação.

    Geralmente, essas pessoas gostam de games relativos a lutas, ação, destruição de coisas e outros elementos que chamem a atenção. O objetivo principal é conquistar o que for necessário, não importa quais sejam as condições impostas pelo game. Além disso, gostam de jogos nos quais possam construir algo, po exemplo, uma comunidade virtual.

    Nos games multiplayers, gostam de ganhar dos outros participantes e, para isso, observam suas atitudes e ações, encontrando os pontos fracos que podem ser atacados. Acabam sendo líderes e são bons para fazer a leitura da situação do jogo, encontrando estratégias e soluções para os problemas.

Conclusão

Os quatro perfis de jogadores podem ajudar não só a definir como o game será desenvolvido, mas também a delimitar a melhor forma de abordar o colaborador, potencializando os resultados esperados pela empresa.

A Oniria oferece soluções de gamificação para equipes que utilizam aplicativos, softwares e plataformas online para criar narrativas, formas de interação e mecânicas presentes em jogos aplicadas a contextos profissionais. Os games envolvem pessoas, processos e ferramentas utilizadas pelas empresas e o resultado final abrange aplicativos para smartphones, desenvolvimento de softwares e integração com processos e/ou ferramentas de gestão que a empresa já utiliza. Assim, é possível aproveitar para melhorar o que a organização já utiliza.

A solução da Oniria também envolve consultorias na estratégia de gamificação e desenvolvimento e adoção de sistemas para aplicação e gestão da estratégia.

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